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Uia!!! tô de olho hein.......
Estação de Perdas ![]()
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Há horas em nossa vida que somos tomados por
uma enorme sensação de inutilidade, de vazio...
Questionamos o porquê de nossa existência e
nada parece fazer sentido.
Concentramos nossa atenção no lado mais cruel
da vida, aquele que é implacável e a todos afeta
indistintamente: As perdas do ser humano.
Ao nascer, perdemos o aconchego ,
a segurança e a proteção do útero.
Estamos, a partir de então, por nossa conta.
Sozinhos.
Começamos a vida em perda e nela continuamos.
Paradoxalmente, no momento em que perdemos algo,
outras possibilidades nos surgem.
Ao perdermos o aconchego do útero,
ganhamos os braços do mundo.
Ele nos acolhe: nos encanta e nos assusta,
nos eleva e nos destrói...
E continuamos a perder...e seguimos a ganhar.
Perdemos primeiro a inocência da infância.
A confiança absoluta na mão que segura nossa mão,
a coragem de andar na bicicleta sem rodinhas
por que alguém ao nosso lado nos assegura
que não nos deixará cair...
E ao perdê-la, adquirimos a capacidade de questionar.
Por que? Perguntamos a todos e de tudo...
Abrimos portas para um novo mundo e fechamos janelas,
irremediavelmente deixadas para trás...
Estamos crescendo.
Nascer,
crescer,
adolescer,
amadurecer,
envelhecer,
morrer,
renascer (?)...
Vamos perdendo aos poucos alguns
direitos e conquistando outros.
Perdemos o direito de poder chorar bem
alto, aos gritos mesmo, quando algo
nos é tomado contra a vontade.
Perdemos o direito de dizer absolutamente
tudo que nos passa pela cabeça sem
medo de causar melindres.
Assim, se nossa tia às vezes nos parece gorda
tememos dizer-lhe isso.
Receamos dar risadas escandalosamente da
bermuda ridícula do vizinho ou puxar as
pelanquinhas do braço da vó com a
maior naturalidade do mundo e ainda
falar bem alto sobre o assunto.
Estamos crescidos e nos ensinam que não
devemos ser tão sinceros.
E aprendemos..
E vamos adolescendo...
ganhamos peso,
ganhamos, seios,
ganhamos pelos,
ganhamos altura....
ganhamos o mundo.
Neste ponto, vivemos em grande conflito.
O mundo todo nos parece inadequado
aos nossos sonhos...
ah! os sonhos!!!
Ganhamos muitos sonhos.
Sonhamos dormindo,
sonhamos acordados,
sonhamos o tempo todo.
Aí de repente, caímos na real!
Estamos amadurecendo...todos nos admiram.
Tornamo-nos equilibrados, contidos, ponderados.
Perdemos a espontaneidade.
Passamos a utilizar o raciocínio, a razão acima de tudo.
Mas não é justamente essa a condição que nos coloca acima (?) dos outros animais?
A racionalidade, a capacidade de organizar nossas ações de modo lógico e racionalmente planejado? (???)
E continuamos amadurecendo....
ganhamos um carro novo,
um companheiro, ganhamos um diploma.
E desgraçadamente perdemos o direito de gargalhar,
de andar descalço, tomar banho de chuva,
lamber os dedos e soltar pum sem querer...
Mas perdemos peso!!!
Já não pulamos mais no pescoço de quem amamos
e tascamos - lhe aquele beijo estalado...
mas apertamos as mãos de todos,
ganhamos novos amigos,
ganhamos um bom salário,
ganhamos reconhecimento,
honrarias,
títulos honorários e
a chave da cidade...
E assim, vamos ganhando tempo....
enquanto envelhecemos.
De repente percebemos que ganhamos algumas rugas,
algumas dores nas costas (ou nas pernas),
ganhamos celulite, estrias, ganhamos peso...
e perdemos cabelos.
Nos damos conta que perdemos
também o brilho no olhar,
esquecemos os nossos sonhos,
deixamos de sorrir...
perdemos a esperança.
Estamos envelhecendo.
Não podemos deixar pra fazer algo
quando estivermos morrendo...
afinal, quem nos garante que haverá mesmo
um renascer, exceto aquele que se faz em vida,
pelo perdão a si próprio, pelo compreender que
as perdas fazem parte, mas que apesar delas,
o sol continua brilhando e felizmente
chove de vez em quando,
que a primavera sempre chega após o inverno,
que necessita do outono que o antecede...
Que a gente cresça e não envelheça simplesmente...
Que tenhamos dores nas costas e alguém que as massageie...
Que tenhamos rugas e boas lembranças...
Que tenhamos juízo mas mantenhamos o bom humor
e um pouco de ousadia...
Que sejamos racionais, mas lutemos por nossos sonhos...
E, principalmente, que não digamos apenas eu te amo,
mas ajamos de modo que aqueles a quem amamos,
sintam-se amados mais do que saibam-se amados.
Afinal, o que é o tempo? ![]()
(desconheço o autor)
Sei que tu estás ao meu lado
Posso descansar e confiar
Pelos vales pensei estar sozinho
Mas a tua mão me alcançou
No silêncio você me ensinou
A seguir em paz sem duvidar
Tudo pode o que crê
Não há razão para temer
Ele é Deus de palavra
Você tem tudo pra vencer.

"Encontrei um homem que me chama de linda em vez de gostosa. Que me liga de volta quando desligo na cara dele. Que deita embaixo das estrelas e escuta as batidas do meu coração, que permanece acordado só para me observar dormindo. Encontrei um homem que me beija na testa. Que me mostra para todo mundo mesmo quando estou suada. Um homem que segura minha mão na frente de todos. Que me acha a mulher mais bonita do mundo mesmo quando estou sem nenhuma maquiagem e que insiste em me segurar pela cintura. Aquele que me lembra constantemente o quanto se preocupa comigo e o quanto sortudo ele é por estar ao meu lado. Econtrei aquele que esperava por mim, aquele que quando olha para mim diz: É VOCÊ!!!"

O Garoto e o Fantasma
As ruas estão vazias
Dentro está morno
As mãos dele estão tremendo
Eles trancaram a porta
Uma voz está chamando
Pedindo para entrar
Tudo que ele queria era um brinquedo
Tudo que ele precisava era um coração gentil
para guiá-lo pela escuridão
quando seus sonhos estão descontrolados
Garoto e o fantasma
O fogo não está queimando
As luzes se apagaram.
Jantar de uma grande família
A dor imensa
Os olhos dele estão faiscando no seu rosto congelado
Chamado de um anjo pedindo para entrar
Tudo que ele queria era um brinquedo
Tudo que ele precisava era um coração gentil
para guiá-lo pela escuridão
quando não há mais lugar algum para cair
Garoto e o fantasma
Os olhos dele estão queimando
As luzes se apagaram
O sonho continua.
―Acorde, acorde!
Há um anjo na neve
―Olhe, olhe!
É um garoto morto amedrontado
Com tanto ódio, sonhos tão ruins
Ele poderia ter visto
O brinquedo é a chave, mas ninguém percebeu, ninguém percebeu.
Tudo que ele queria era um brinquedo
Tudo que ele precisava era alguém generoso.
para guiá-lo pela escuridão
Garoto e o fantasma.
Desesperado, solitário, debilitado, desolado
Desesperado, solitário, debilitado, desolado.
quando não há mais lugar algum para cair,
nenhum lugar para se esconder.
O silêncio está machucando.
Dentro está frio. Dormir ou morrer.
Nenhum lugar para ir, nenhum lugar para se esconcer.
A luz dele se apagou.
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Legião Urbana - Love in the Afternoon
Composição: Renato Russo / Marcelo Bonfá / Dado Villa-Lobos
É tão estranho
Os bons morrem jovens
Assim parece ser
Quando me lembro de você
Que acabou indo embora
Cedo demais.
Quando eu lhe dizia:
"- Me apaixono todo dia
E é sempre a pessoa errada."
Você sorriu e disse:
"- Eu gosto de você também."
Só que você foi embora cedo demais
Eu continuo aqui,
Com meu trabalho e meus amigos
E me lembro de você em dias assim
Um dia de chuva, um dia de sol
E o que sinto não sei dizer.
Vai com os anjos! vai em paz.
Era assim todo dia de tarde
A descoberta da amizade
Até a próxima vez.
É tão estranho
Os bons morrem antes
Me lembro de você
E de tanta gente que se foi
Cedo demais
E cedo demais
Eu aprendi a ter tudo o que sempre quis
Só não aprendi a perder
E eu, que tive um começo feliz
Do resto não sei dizer.
Lembro das tardes que passamos juntos
Não é sempre mais eu sei
Que você está bem agora
Só que este ano
O verão acabou
Cedo demais.


Tristeza
Não era tanto... Mas não cabia no peito
Era mais que pranto com lágrimas e olhos vermelhos
Assim pelo meu desespero,
Por despetalar o que fora inteiro
A dor era o amargo lenitivo
Era fronteira que dividia os sentidos...
E unificava os versos como música
Ah! Se aquela estação fosse a última!
Se não houvesse tantas após
Se o tempo não fosse meu próprio algoz
Quando a noite findava a loucura
Adormecia em Sol menor e despertava com a Lua
Seguia os áureos ventos que insinuavam as veredas
Era um peregrino das paisagens serenas
Mas se aproximava o temporal e o cataclismo
Agora a brisa é vendaval, e ascensão é declínio
Via o vão abissal que fragmentava minha alma
Eu já não era imortal como imaginava
Assim como o palco vazio de um teatro
Meu espírito num monólogo e... fim do primeiro ato!
Resta-me o império devastado, E uma esperança em ruínas
Que antes da noite chegar, Tu me levarás a vida
Agora... sou constelação de uma estrela
Sei que não é o momento... Mas desculpe minha tristeza...

Inconscientemente Insano
Vejo luzes dançantes
No escuro me sinto só
Protegido pela névoa
Camuflado pelo meu corpo
Busco o sentido
O sentido de tudo
O porquê de cada ato
De cada passo predestinado
Agora vejo-as girando
Não param de girar
A vida passa aos meus olhos
Num piscar do universo
Um insight passa sobre meus pensamentos
Me deixando louco por um segundo
...ou talvez normal
Vejo os extremos quase se tocando
Como num atalho imaginário
O impossível agora
pode ser alcançado
E o improvável se torna inevitável
Sombras invadem minha mente
Demônios riem nas trevas
O confronto é incessante
A vitória é sempre incerta
O magnetismo das forças
traz consigo a eternidade da luta
O momento inoportuno e difícil
proclama o final já esperado
O brilho da espada do guerreiro
não reflete mais
seu olhar imponente
Seu cavalo alado
agora quase morto
descansa ao seu lado
O elmo, antes reluzente
Agora chanfrado de tantas batalhas
Não mais o protege no combate
Sinto a bandeira do inimigo
Fincada em minha alma
O guerreiro está ferido
e a batalha perdida
Volto à realidade insana
E não consigo mais pensar
Mas percebo agora
o sentido dessas linhas
No decorrer da vida
a guerra seguirá
Só espero ao fim dela
conseguir achar
a razão... o objetivo
que me trouxe até aqui
Que me fez, um dia, acreditar
Que me fez, dessa vez...
à sanidade voltar.
Quem pagará o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?
Quem, dentre amigos, tão amigo
Para estar no caixão comigo?
Quem, em meio ao funeral
Dirá de mim: — Nunca fez mal...
Quem, bêbado, chorará em voz alta
De não me ter trazido nada?
Quem virá despetalar pétalas
No meu túmulo de poeta?
Quem jogará timidamente
Na terra um grão de semente?
Quem elevará o olhar covarde
Até a estrela da tarde?
Quem me dirá palavras mágicas
Capazes de empalidecer o mármore?
Quem, oculta em véus escuros
Se crucificará nos muros?
Quem, macerada de desgosto
Sorrirá: — Rei morto, rei posto...
Quantas, debruçadas sobre o báratro
Sentirão as dores do parto?
Qual a que, branca de receio
Tocará o botão do seio?
Quem, louca, se jogará de bruços
A soluçar tantos soluços
Que há de despertar receios?
Quantos, os maxilares contraídos
O sangue a pulsar nas cicatrizes
Dirão: — Foi um doido amigo...
Quem, criança, olhando a terra
Ao ver movimentar-se um verme
Observará um ar de critério?
Quem, em circunstância oficial
Há de propor meu pedestal?
Quais os que, vindos da montanha
Terão circunspecção tamanha
Que eu hei de rir branco de cal?
Qual a que, o rosto sulcado de vento
Lançara um punhado de sal
Na minha cova de cimento?
Quem cantará canções de amigo
No dia do meu funeral?
Qual a que não estará presente
Por motivo circunstancial?
Quem cravará no seio duro
Uma lâmina enferrujada?
Quem, em seu verbo inconsútil
Há de orar: — Deus o tenha em sua guarda.
Qual o amigo que a sós consigo
Pensará: — Não há de ser nada...
Quem será a estranha figura
A um tronco de árvore encostada
Com um olhar frio e um ar de dúvida?
Quem se abraçará comigo
Que terá de ser arrancada?
Quem vai pagar o enterro e as flores
Se eu me morrer de amores?

